A tecnologia cada vez mais nos aproxima, nos coloca em contato uns com os outros, sem necessariamente nos transportar um ao encontro do outro: as telecomunicações revolucionaram a forma como fazemos negócios e posteriormente a forma como nos relacionamos. Antes gastávamos muito mais energia e tempo para fazer coisas hoje muito simples. Claro que isso fez com que se tornasse mais exigível de nós muito mais produtividade, mas isso é assunto pra outro artigo.
A maioria de nós ainda não pode optar por horários flexíveis no trabalho ou mesmo não têm a possibilidade de trabalhar em casa. A necessidade de se locomover até o trabalho em horário de rush ainda é muito mais comum que o contrário. E é justamente quando estou no trânsito que fico pensando se não há soluções práticas para amenizar os problemas decorrentes do transporte.
Hoje já se discute a estrutura de transporte da qual se utiliza a maioria no mundo: estradas abarrotadas de carros com capacidade para cinco pessoas transportando uma só, uma estrutura de uma tonelada dedicada para o transporte de uma única pessoa. Por outro lado, você brasileiro vai me perguntar: e você acha que eu vou pegar ônibus lotado e lento, sujeito a assaltos?
Rede de transporte público com controle de posição e atendimento, controle & limitação do veículo automatizado, com sistemas de planejamento de rota, segurança ampliada pelo desenvolvimento de células de sobrevivência e monitoramento das condições do motorista e das condições externas, possibilidade de direção por robô e outras. Estas são as tecnologias que visam melhorar o trânsito nas cidades, e que melhoram a situação para a maioria dos problemas de hoje. Como resolveremos a questão dos trombadinhas eu não sei.
O transporte individual será utilizado somente para curtas distâncias, mas não terá uma tonelada como os de hoje. Muito provavelmente serão mais parecidos com os Segway. Serão movidos a energia elétrica, provavelmente gerada com o uso de luz solar. Será tão seguro que eliminaremos a necessidade de habilitação para se dirigir. E para maiores distâncias, metrô e avião, nada de rodovias.